Muitos veículos de imprensa e diversos canais nas redes sociais têm noticiado, ultimamente, as consequências do uso prolongado e desregrado do Omeprazol. Esse conhecido medicamento é amplamente recomendado para combater doenças gástricas, mas pode causar diversos efeitos colaterais, como comprometimento da saúde óssea e inibição da absorção de minerais.
Poucos sabem, entretanto, que uma tese de mestrado defendida em 2021, em plena pandemia, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pela farmacêutica Andréa Santana de Brito, servidora da Prefeitura de Barueri, pode ter sido o estopim de muitas dessas manifestações. “Sou formada desde 2010 e, já tendo conhecimento das interações medicamentosas deste e de outros produtos, resolvi aprofundar meus estudos dando ênfase à questão química”, revela Andréa, autora da tese Avaliação do Uso Contínuo de Inibidores da Bomba de Prótons na Biodisponibilidade de Cálcio, Ferro, Magnésio, Potássio, Cobre e Zinco.
Nesses últimos anos, o estudo foi noticiado em 126 sites de todas as regiões do Brasil. Em novembro do ano passado, ele foi traduzido para o inglês e reproduzido no portal de uma conceituada entidade internacional, fundada há 150 anos: a ACS Omega, dos Estados Unidos. “Não esperava tamanha repercussão, mas é muito bom porque serve de alerta não só para a comunidade científica, mas para todos os pacientes”, complementa.
Saiba mais
Principais efeitos colaterais do Omeprazol (Observados em ratos)
- Aumento do nível de cálcio no sangue
- Queda do nível de ferro
- Alterações nos níveis de magnésio, zinco e outros minerais
- Mudanças no sistema imunológico
O que fazer então?
Parar de tomar o medicamento, nem pensar. O paciente deve seguir a prescrição médica, observar os efeitos em seu organismo e comunicar o médico caso haja qualquer efeito adverso.
O Omeprazol chegou ao Brasil há 37 anos e tem se mostrado eficaz na maioria dos casos. “O que não se pode fazer de maneira alguma é a automedicação”, enfatiza Andréa.
Sobre a pesquisadora
Andréa, moradora do Jardim Belval, tem 40 anos e trabalha na Secretaria de Saúde de Barueri desde 2013. Já atuou na Farmácia Municipal e, depois que deu à luz à pequena Hadassa, de nove meses, está lotada na UBS do Jardim dos Altos.
Ela também é professora no ITB do Engenho Novo, onde ministrará cálculo farmacêutico ainda este ano. Andréa pretende defender uma tese de doutorado em breve, embora ainda não tenha definido o tema.
Sobre o estudo
Confira nos links: FAPESP e ACS
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