Barueri apresenta ações de acolhimento da saúde mental na Atenção Básica em Osasco

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As ações desenvolvidas por Barueri acerca do matriciamento da saúde mental na Atenção Básica foram apresentadas na quinta-feira (dia 5) em Osasco durante a 2ª Oficina Regional do Projeto “Acolhimento e Cuidado Compartilhado em Rede: Saúde Mental na Atenção Básica”. Na ocasião, participaram os sete municípios que compõem a Rota dos Bandeirantes (Barueri, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus).

Após o coffee que recepcionou os participantes, foi realizada uma dança circular, desafiando a uma preparação rápida para a resolução de problemáticas, fazendo menção ao papel de quem atua na Atenção Básica e precisa estar preparado para as questões que se apresentam diariamente. Após a dinâmica em grupo, os trabalhos tiveram início no auditório.

Matriciamento em Barueri
Barueri foi a primeira cidade a expor as ações que vem realizando com relação ao matriciamento da saúde mental. A diretora da Saúde Mental, Ana Paula Briguet, e a representante do Núcleo de Educação Permanente e Humanização em Saúde (NEPHS), Maria Aparecida Feitosa, representaram o município.

“O nosso objetivo foi e é oferecer subsídios para o fortalecimento dos trabalhadores em relação ao acolhimento e ao cuidado da saúde mental na Atenção Básica”, resumiu Maria Aparecida ao iniciar a apresentação. Em seguida, Ana Paula traçou um panorama histórico da implantação do matriciamento no município, que começou em 2015.

“Fizemos a implantação de uma experiência piloto, que virou um núcleo e aí a gente começou a discussão do que seria uma equipe de apoio para uma equipe de referência de cuidado. E dali a gente continuou, mesmo depois com todas as mudanças, de voltar o modelo da Atenção Básica tradicional, a gente manteve a aposta no dispositivo do matriciamento em todas as Unidades Básicas de Saúde com as equipes de saúde mental, agora com o modelo de um profissional da Saúde Mental na Atenção Básica, compondo com as equipes dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial)”, contou a especialista.

Este ano a Secretaria de Saúde realizou diversos encontros acerca do matriciamento junto às equipes, trazendo, inclusive, a facilitadora externa, Marina Ramos, que esteve presente na apresentação da cidade.

O encontro
O evento foi aberto pelo secretário de Saúde de Osasco, Fernando Machado Oliveira, que apresentou os desafios enfrentados na saúde da cidade e propôs a união e a integração dos sete municípios em prol da população como um todo, principalmente diante do Estado e da União, para justificar melhorias na saúde da região.

Representando o Estado, Flavia Carotta, diretora do CDQ-SUS (Centro de Desenvolvimento e Qualificação para o Sistema Único de Saúde) falou em seguida, ressaltando o importante papel das equipes de saúde no processo de acolhimento daqueles que sofrem de transtornos mentais nos seus mais diversos níveis, especialmente aqueles que receberam atendimentos em protocolos antigos, baseados no confinamento.

“Pensar a Atenção Básica é um desafio. A desinstitucionalização tem um peso enorme na possibilidade que a gente tem de qualificar os nossos trabalhadores da Atenção Básica para que ofereçam o cuidado para essa população que vem de anos de internação em hospitais psiquiátricos e se deparam com um mundo novo, porque muitos estão há 40, 30, 50 anos internados. Imagine você viver numa sociedade de 50 anos atrás e ter que voltar pra ela agora… Precisa de muito apoio”, mencionou Flávia.

A articuladora da Atenção Básica de Osasco, Geralda Vieira de Carvalho, apresentou a contextualização do projeto e falou da importância dessa atuação dos profissionais em seus territórios.

“Pensar na possibilidade de organizar uma rede para acolher essa pessoa que está lá com início de um transtorno, pensar que a gente pode promover a saúde mental dessas pessoas, pensar também que aquilo que chega no território, na Atenção Básica, não é só uma depressão, as vezes por trás dessa depressão tem uma violência, tem um sofrimento diante do racismo que nós temos aqui no Brasil, tem a violência doméstica, tem o machismo. Então, o que a gente faz na atenção primária para esses enfrentamentos? A gente pensa que a promoção da saúde, a prevenção que a Atenção Básica pode proporcionar lá nas consultas, nas rodas, nos grupos, nos arranjos que vocês estão fazendo lá no município podem prevenir muitas institucionalizações, podem tirar essa necessidade de internação e mais e mais intervenções”.

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